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| Foto meramente ilustrativa. As vezes não dá pra controlar nossa paixão por esse esporte |
Muitas pessoas - inclusive eu - começam a escrever ou falar sobre esportes por diversão, mas com o intuito de um dia isso se tornar o que garante o pão de cada dia. Um fato inegável é que o esporte é apaixonante, seja lá qual for o seu favorito, todos têm suas perfeições e todos despertam sentimentos que às vezes a gente nem sabia que teria. Fanatismo, nervosismo, entusiasmo.. Tudo está atrelado a sua paixão pelo esporte, e às vezes não dá pra segurar essa paixão.
Não dá pra segurar por que as vezes nossa paixão nos cega. Por muitas vezes, ficamos tão pilhados com nossos times que não dá pra esconder de ninguém que estamos (ou somos) apaixonados por certo time, por conta de uma boa fase ou após uma vitória alarmante, porque as vezes isso está escrito na nossa própria testa. E geralmente a testa é uma das primeiras partes do nosso corpo que as outras pessoas olham.
Mas, lembra daquelas pessoas que eu falei que as vezes começam a escrever por diversão e isso acaba se tornando o motivo da renda dessas pessoas? Então, isso as vezes acontece com os jornalistas que nós vemos hoje. Não que necessariamente eles começaram por um blog - assim como estou começando - ou escrevendo por escrever. Mas é que a paixão continua seguindo-os, não importa local,horário e ambiente de trabalho que estão.
Simplesmente não dá pra assistir um esporte regularmente sem tomar simpatia por qualquer time se quer. No caso do futebol, na maioria das vezes essa paixão é passada pelo berço. Atualmente, temos a cultura de que o jornalista deve ser totalmente imparcial.
O que é corretíssimo. No ambiente de trabalho, o jornalista tem que estar apto para falar sobre qualquer time, e falar em uma visão neutra, pois, em até uma postura de respeito a todas as torcidas, ele não pode demonstrar em hipótese alguma, a sua verdadeira paixão.
Mas o jornalista é um torcedor como outro qualquer. É como aquele tio que fica bêbado no meio do jogo, dorme no meio caminho e no dia seguinte fica desesperado para saber quanto terminou a partida. É como aquele cara que não fala absolutamente nada durante todo o jogo, mas quando sai um gol, parece que só falta explodir. O futebol desperta paixão em todos que o assistem, inclusive os jornalistas.
Seria falta de ética impedir alguém que trabalha com o esporte ficar impedido de assistir aquilo que ele mais gosta. Fora das câmeras e longe dos microfones, ele é mais um torcedor como qualquer outro. Mas é claro que ele tem que manter a ética e a postura dentro do estádio por ser uma figura pública. Mas impedir qualquer pessoa de fazer aquilo que mais gosta por achar que é "falta de ética" é errado. O verdadeiro nome disso é censura, e em pleno 2016, isso deveria ser um fato longínquo de qualquer pessoa.
No domingo, o Mauro Cezar Pereira foi visto no Pacaembu com seu filho torcendo para o Flamengo. Antes que argumentem que foi "falta de ética", ele estava vestido com uma camisa do Aston Villa, tradicional time inglês que atualmente disputa a segunda divisão. Como mencionei antes, é preciso manter a postura, por que ele é uma figura pública. Ir ao estádio com a camisa do seu time foi um grande acerto, mas mais acertado ainda foi a decisão dele em ir ao estádio com a pessoa que ele quer passar todas as experiências que ele viveu nesse enorme mundo que envolve as quatro linhas.
Mauro, como qualquer torcedor, você está no seu direito de ir ao estádio e comemorar muito. E você não deve se preocupar, porque quando a câmera está gravando você se torna neutro. Em mais ou menos 12 de profissão, você já falou coisas boas e ruins de qualquer time que se possa imaginar,e é essa é sua função como jornalista. Agora, sua função como torcedor, é essa: simplesmente torcer. Seja pelo Racing, pelo Flamengo ou por qualquer outro time que você sinta vontade de torcer. Parabéns pela atitude, e que você continue sendo imparcial quando for preciso.
Não sei se você lerá isso, duvido muito. Mas te admiro demais. Saudações de um alvinegro carioca que está entusiasmado com uma possível briga para uma vaga na (pré)Libertadores.







