domingo, 14 de agosto de 2016

Arsenal 3-4 Liverpool: Temporada nova, perguntas velhas.

(Foto: Action Images via Reuters/ Tony O'Brien

Algumas questões nunca saem da cabeça de qualquer torcedor do Arsenal: "Será que essa temporada a gente vai longe?" "Será que essa temporada Arsène vai contratar mais pra nos colocar em um patamar acima?" "Será que nessa temporada vamos fazer bonito na Champions League?". Muitas perguntas - não tantas respostas - mas apenas uma certeza: o Arsenal começou a temporada como sempre. 

Não só o Arsenal. Wenger também entra nessa. Os mesmos erros de sempre foram cometidos de novo. Walcott tem 27 anos, quando será que vai desenvolver todo o seu "potencial". Hoje, jogando pelo lado direito de campo, foi favorecido por uma fraca atuação de Alberto Moreno para conseguir um pênalti. Conseguiu desperdiçar a cobrança e teve a sorte que Coquelin e Iwobi estavam ligados e conseguiram devolver a bola no seu pé para marcar o primeiro gol. 

Não foi um domínio completo, mas o Arsenal foi superior ao Liverpool durante os primeiros 45 minutos. Mesmo com a zaga de jovens formada por Chambers e Holding - que se bem treinado, pode dar frutos no futuro - não foi um empasse. Mas, do outro lado tinha Philippe Coutinho. E não pode pensar em comentar um erro sequer quando existe um jogador dessa magnitude no outro time. Em uma falta boba de Rob no último minuto da primeira etapa, o brasileiro não teve pena de Petr Cech e empatou a partida num lindo chute.

Coutinho marca o "gol dos baques" para o Arsenal. (Foto: Reuters/ Eddie Keogh)

Agora, vou parar de narrar os lances do jogo. É normal um time sofrer o baque após levar um gol de empate no último minuto da etapa inicial e isso pode atrapalhar nos primeiros minutos da etapa complementar. Sim, nada de anormal.. Mas o Arsenal levou mil baques. E esses "primeiros minutos" foram uma eternidade. Foram minutos de pavor graças a outro gol de Coutinho, Lallana e Mané, e afirmo que esses minutos acabaram apenas por que o brasileiro sentiu câimbras e saiu do jogo. 

Depois do torcedor ver o 1-4 no placar, outras perguntas surgiram na cabeça dos torcedores: "Por que colocar uma zaga com um fraco Chambers e um jovem jogador com potencial como Holding mas que nunca jogou uma partida de PL logo numa partida contra o bom time do Liverpool? Por que não entrar com o Monreal na zaga? Mesmo não sendo milagreiro, ele daria mais consistência e experiência para a defesa." 

Realmente é uma pergunta válida. Mas outra coisa que eu particularmente não tiro da cabeça é o fato de Alexis Sanchez no ataque. Contra Lovren e Klavan, o pequeno chileno não criou nada. E entre jogar com Walcott na ponta e Alexis no centro do ataque, eu prefiro o contrário. Apesar de Sanchez ter mais qualidade na finalização, seria muito melhor aproveitá-lo na ponta - onde ele bateria de frente com o fraco Alberto Moreno - e seria mais aproveitado durante a partida, e "sacrificar" Theo, que não tem tanta qualidade se comparado ao chileno.

Vale ressaltar os pontos positivos da partida: a garra do time ao mesmo com um placar adverso de três gols, não desistir e tentar buscar o resultado. Quase conseguimos, faltou um gol. Chambers após falta de Cazorla e Chamberlain - que entrou com uma (ótima) vontade de mudar o jogo e "fome" de gol - após uma boa jogada individual e falha de Mignolet diminuíram o resultado. Outra coisa que podemos concluir é que mesmo sem Koscielny, o líder de nossa defesa, e Özil, um dos melhores passadores do mundo, conseguimos bater de frente(tirando os "minutos de pavor") com um time que possui jogadores como Coutinho,Wijnaldum e Roberto Firmino. 

Vale destacar a garra da equipe para tentar buscar o resultado. (Foto: Action Images via Reuters/ Tony O'Brien)

Não estou tentando achar uma luz no fim do túnel e nem dar justificativas pela derrota. Não, perdemos mais uma vez na partida de abertura do campeonato - como temporada passada, contra o West Ham - e jogamos mal no segundo tempo. Mas, a atuação do primeiro tempo e essa "garra" do time são coisas notáveis a se destacar e que podemos levar em consideração para o longo da temporada. Muitas perguntas, mas há uma resposta que responderá a maioria delas: "A temporada será longa". 

Saudações Gunners. 
COYG. 

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