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| (Foto: Getty Images/Buda Mendes) |
Energia essa que contagiou a todos que aqui estiveram. Sejam torcedores,jogadores ou membros de comissão técnica. O Brasil e o brasileiro, mais uma vez, mostraram que são o povo mais amistoso do planeta e que podem sim suportar eventos de qualquer porte e de qualquer meio. O brasileiro, mais uma vez, provou que tudo quando é feito com amor e paixão tem um resultado positivo. E foi realmente muito positivo a todos que viveram essa atmosfera olímpica.
O brasileiro apoiou muito e parece que com a Olimpíada no país, o povo passou a gostar mais ainda do evento - confesso que nunca fui muito aí com Jogos Olímpicos, mas a Rio2016 me fez mudar de ideia. As pessoas apoiaram nossos atletas do jeito que puderam - gritando, pulando, rezando ou até tweetando - e eles não fizeram feio. O grande legado que essa Olimpíada nos dá é que o esporte é uma forma de integração entre as pessoas de qualquer parte do mundo e que ele é capaz de transformar qualquer sentimento em felicidade.
Mas o legado olímpico deve permanecer vivo. Não é apenas para torcermos pelo judô quando a Rafaela Silva estiver em outra final ou para boxe quando Robson Conceição estiver dentro do ringue. Não, é preciso torcer pra eles assim como torcemos para Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol. É preciso exaltar os atletas que não têm o mínimo de investimento e atenção por parte das entidades responsáveis por isso. Se já é difícil virar um jogador de futebol no Brasil, imagina conseguir chegar a um pódio olímpico no taekwondo ou na vela? Precisamos pensar em tudo que esses atletas passaram para chegar lá e em toda a dificuldade que encontraram no meio do caminho. E exaltá-los por isso.
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| O ouro de Rafaela Silva servirá de inspiração para todos aqueles que sonham em estar em uma Olimpíada. (Foto: Getty Images/David Ramos) |
O legado olímpico pode ser mais bonito do que você imagina. E mesmo aqueles que não conseguiram medalhas devem ser exaltados. Sheilla e Fabiana se aposentam da seleção feminina de vôlei com um currículo cheio de glórias; Formiga mostra que aos 38 anos não existe idade que a impeça de dar um carrinho para evitar um ataque do time adversário; Wagner Domingos, o 'Montanha' mostra que mesmo sem medalha, chegar a final do lançamento de martelo após 84 anos de seca também pode ser considerado como uma vitória.Com certeza vocês merecem tanto quanto aqueles que alcançaram a glória do pódio, por toda vontade e toda dedicação ao representarem o Brasil.
Foram as Olimpíadas da superação. Diego Hypólito superou duas quedas e uma tamanha desconfiança para conseguir chegar á sua tão sonhada medalha. Havia uma grande expectativa em cima do ginasta que decepcionou em 2008 e 2012 mas não desistiu. Thiago Braz superou o maior saltador de vara da história, Renaud Lavillenie, e conseguiu um novo recorde olímpico em cima do detentor do atual recorde mundial. Vaias à parte, a atuação do brasileiro foi memorável. Poliana Okimoto venceu a séria lesão que a tirou da prova de Londres e conquistou o bronze. O legado olímpico também nos ensinou que nunca devemos desistir e que temos que lutar por nossa glória ao máximo, mesmo que antes passemos por um caminho cheio de pedras.
Foram as Olimpíadas da superação. Diego Hypólito superou duas quedas e uma tamanha desconfiança para conseguir chegar á sua tão sonhada medalha. Havia uma grande expectativa em cima do ginasta que decepcionou em 2008 e 2012 mas não desistiu. Thiago Braz superou o maior saltador de vara da história, Renaud Lavillenie, e conseguiu um novo recorde olímpico em cima do detentor do atual recorde mundial. Vaias à parte, a atuação do brasileiro foi memorável. Poliana Okimoto venceu a séria lesão que a tirou da prova de Londres e conquistou o bronze. O legado olímpico também nos ensinou que nunca devemos desistir e que temos que lutar por nossa glória ao máximo, mesmo que antes passemos por um caminho cheio de pedras.
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| Diego Hypólito finalmente chegou á glória. (Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COB) |
Fizemos história. A melhor participação brasileira em uma Olimpíada com 7 ouros,6 pratas e 6 bronzes. Longe da meta estipulada pela federação brasileira de 25 a 27 medalhas, mas é um fato a ser destacado. Com as Olimpíadas o legado olímpico estimulará crianças a sonharem em ser atletas como Baby,Felipe Wu,Weverton,Martine Grael e Isaquias Queiroz, o "homem da canoa" que foi o primeiro brasileiro a conquistar 3 medalhas na mesma Olimpíada. E a tendência é esse número aumentar cada vez mais e o número de jovens praticando esportes com o sonho de disputarem os Jogos Olímpicos aumentar proporcionalmente. E que você que não pratica nenhum esporte, continue torcendo - do jeito que for - para qualquer pessoa que esteja representando as cores do nosso país, não importa em qual esporte e em qual competição seja. É esse o legado que devemos abraços e que devemos lutar para que não morra nunca.
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| Presenciamos a história com Isaquias Queiroz. (Foto: Lucas Lima/UOL) |
@sergiostn_






